Cara Nova

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Desde a primeira edição do CONDOMÍNIO em 2014 até hoje muitas coisas mudaram, no mundo, em Lisboa e nas nossas vidas. Algumas de nós mudaram de casa, outras de emprego, de cidade ou de país.

Durante alguns meses o festival esteve parado, para reflexões e reposição de energias. Ponderámos até encerrar o projecto por falta de disponibilidade física e mental. Mas durante este período foram várias as manifestações de interesse e carinho que fomos recebendo, na maioria das vezes por parte de pessoas que nem conhecíamos. E é por isto que acreditamos que este projecto faz sentido e tem de continuar. 

Foi neste contexto que surgiu a Patrícia, que se propôs a desenvolver uma nova imagem para o festival, o que nos deixou muito contentes e surpreendidas. E assim, neste novo ano, o CONDOMÍNIO volta com energia e uma cara nova.

Mais do que nosso – da Angela, da Inês, da Leonor, da Lia, da Rita, e agora também da Patrícia -, queremos que este seja um projecto da cidade, para quem lhe pegar, para quem quiser fazer dele laboratório, para quem se interessar. Porque é disto que é feito o nosso CONDOMÍNIO: da partilha, da colaboração, do juntar ideias, da descoberta…

Esperamos que gostem da nossa nova imagem! Voltamos a encontrar-nos em fevereiro para continuarmos a descobrir Lisboa e as suas pessoas, em conjunto.

CONDOMÍNIO ocupa Lavadouro das Francesinhas

A 22 de Maio, no segundo dia da 7ª Edição (que acontece com atraso devido ao mau tempo que se tem feito sentir), o CONDOMÍNIO convida a visitar o Lavadouro das Francesinhas, situado no Bairro da Madragoa. Após a Junta de Freguesia da Estrela lhe ter proposto a reapropriação temporária deste espaço, o CONDOMÍNIO decide fazer do lavadouro casa por um dia: para além da habitual dinamização de actividades culturais e artísticas, foram criados projectos site-specific que tomam como inspiração o espaço onde se situam, contribuindo para a preservação da memória e para uma reinterpretação despaço do Lavadouro. Esperamos que a lembrança conduza à reabilitação e impeça a continuação da sua degradação, fugindo aos planos de demolição que há tantos anos se anunciam em conjunto com a ameaça de encerramento.

Já não servindo de forma plena o propósito que esteve na sua origem, porque os tempos são outros, o Lavadouro encontra-se hoje em dia bastante abandonado (apesar de alguns dos seus tanques ainda se manterem em funcionamento e apesar de existir uma lavandaria a funcionar nas instalações). Fora da zona da Madragoa, são poucos os lisboetas que conhecem o espaço, embora todos aqueles que o CONDOMÍNIO convidou a visitá-lo tenham regressado deslumbrados. Local pessoal, calmo, verde e com história, faz-se também dos funcionários que ainda resistem e de uma ou outra lavadeira ocasional. Hoje em dia, partilha as instalações com o departamento de Higiene Urbana e no seu pátio nasceu uma pequena horta com vista para o Tejo. A água continua presente, embora o som que hoje ecoa pelo espaço seja muito diferente daquele que, imaginamos, o terá inaugurado, em 1876, no terreno que anteriormente albergava o Convento das Francesinhas e que lhe deu o nome.

Pela história, pela memória, pela beleza, quem sabe pela teimosia e pela resistência, gostaríamos de contar com todos vós, no domingo dia 22 de Maio, entre as 15h00 e as 23h00, para em conjunto celebrarmos um espaço típico da Lisboa que, a pouco e pouco, evolui e se modifica.

Lavadouro